terça-feira, 29 de novembro de 2011

Absurdos da Bíblia

Um colega me pediu explicações sobre alguns textos que leu em um fórum na internet. Esse tal fórum tinha como título "Verdadeiros absurdos da Bíblia". Basicamente o texto fala sobre a escravidão sendo permitida por Deus e a submissão da mulher perante o homem. Todo o texto e os comentários do site tem tom irônico, e a procedência das pesquisas é duvidosa, mas deixando isso de lado, vou me atentar apenas aos textos bíblicos colocados lá, analisando o seu contexto, como forma de resposta a meu colega. 

Para construir esse texto pedi ajuda a um grande amigo, que me auxiliou na coerência e nas correções de minhas informações, além de apontar outros exemplos, como nos pontos de um a quatro abaixo. Fica aqui meu muito obrigado. 

A democracia aparece primeiro na Grécia antiga, nos pensamentos filosóficos e políticos em 500 A.C., na cidade de Atenas. Platão escreveu sobre a democracia como sendo um sistema “governado pelo governo”, sendo alternativa para a monarquia (governado por um), oligarquia (governado pela riqueza) e timocracia (governado por uma elite que valoriza a honra em detrimento à riqueza). Embora o Império Romano tenha contribuido significantemente para certos aspectos da democracia moderna, apenas uma minoria de romanos eram de fato cidadã, com direito ao voto. Mas e a Bíblia? Qual a posição de Deus em relação à forma de “governo” do povo? Parece que em Levítico existe se não um apoio, mas também uma conformidade em relação à escravidão, e vemos muitos fóruns na internet que costumam colocar um versículo ou outro como “absurdos”, “atrocidades”, e outros adjetivos que questionam Deus como sendo amor, bom, ou justo. 

De acordo com John Murray [1], a escravidão seria “a propriedade do homem sobre o trabalho de outro”. Algumas propriedades são legítimas, como por exemplo um devedor trabalhar para pagar seu credor, ou o empregador, que tem a propriedade do trabalho de seus funcionários. Se outro tem propriedade sobre nosso trabalho, somos de certa forma escravos, pois não podemos abortar o trabalho a nosso bel-prazer após firmado um contrato de trabalho (ou sofreremos consequências disto). Pois bem, a forma colocada na Bíblia como atrocidades, talvez vista na época, não era tão diferente do que passamos hoje em dia, e também temos que nos lembrar que Levítico 25:39 nos diz que o “escravo” tinha que ser tratado com respeito e cuidado. Um hebreu se tornava escravo se vendesse seu trabalho a outro (Lv. 25:39), e poderia se tornar escravo se roubasse (Ex. 22:3). Esse hebreu então era vendido como servo, até que a restituição resignada pela lei fosse cumprida, e passava para seus filhos caso morresse antes. Esses escravos eram libertados a cada sete anos (ano sabático) (Ex. 21:2, Dt. 15:12) se assim desejassem (pois tinham muitos que não desejavam ser libertos, e furavam a orelha para demonstrar isso), e no ano do Jubileu (a cada 50 anos) todos os escravos, hebreus ou não, eram libertos, tendo pago ou não sua dívida. Um estudo mais elaborado que esse pode ser encontrado no texto de Rousas John Rushdoony entitulado “O Retorno à Escravidão”, nesse link.  

Nesse texto supra citado de Rushdoony, vemos que a escravidão na forma bíblica era um serviço obrigatório, não muito diferente do que vemos hoje em dia com nosso trabalho, em que temos direitos e deveres, assim como antigamente, nas leis do pentateuco. A confusão que se faz com a escravidão que houve no Brasil e em outros locais do mundo com os negros sendo moeda de pagamento de suas tribos na África passa longe do modelo de “escravidão” bíblica, motivo esse de grandes confusões e possíveis “atrocidades” mentais, como esses mais carentes de conhecimento a chamam, pegando-se versículos soltos aqui e acolá sem um estudo ou um contexto adequado, tentando-se colocar uma pseudo-opinião desqualificadora do texto sagrado apenas "porque sim". 

Um outro ponto que é motivo de alarde de causadores de confusão é a submissão das mulheres aos seus maridos. Algo que deve-se entender de antemão é que a mulher não é inferior ao homem segundo os princípios bíblicos, como muitos tentam afirmar sem saber. O que se defende nas escrituras é a submissão, e não à escravidão, ou inferioridade. Jesus foi submisso a Deus quando morreu na cruz, e nem por isso deixou de ser Deus, ou ter menor importância na Trindade. O trabalhador deve ser submisso à seu patrão, obedecendo o que esse lhe obriga quanto ao trabalho a ser desempenhado, como ao Senhor (Rm. 13:5), e não é menor pessoa quanto a seu chefe; aliás, a cosmovisão protestante/reformada tem muito a dizer sobre “vocação”. Submissão não é sinônimo de escravidão, nem é sinônimo de maus tratos, como prega-se por aí àqueles que insistem que a Bíblia é um livro de, novamente, “atrocidades” ou “absurdos”. 

A Bíblia mostra alguns pontos importantes: 

1. Deus criou para o homem uma companheira idônea (Gn. 2:18-24), e não uma escrava. Infelizmente, o pecado indiscutivelmente corrompe todas as relações humanas, incluindo esta, mas o cristão redimido olha sempre para as Escrituras à fim de ver o sentido de Deus para todas as coisas, novamente, incluindo esta. 

2. A Bíblia afirma a mulher não tem controle sobre o seu próprio corpo em relação ao homem da mesma forma que o homem não tem controle sobre o seu próprio corpo em relação à mulher, ou seja, um é do outro, dentro do casamento (1 Co. 7:4-5); 

3. Ao longo do século 20, palavras como “hierarquia” assimilaram uma conotação negativa, mas a Bíblia apresenta sim definições de papel, ou mesmo hierarquia. Em termos de “papéis”, Deus Único se manifesta Trinitariamente, em 3 Pessoas distintas com papéis diferentes (foi o Filho quem Se encarnou e morreu na Cruz, e não o Pai ou o Espiríto Santo). De forma semelhante, havia uma espécie de hierarquia na Igreja Primitiva. Assim sendo, a Bíblia apresenta o homem como cabeça da mulher assim como Cristo é o Cabeça, da Igreja e da Família, representada pelo seu “chefe”, o homem (1 Co. 11:3). 

4. A Bíblia afirma que a mulher deve ser submissa ao homem, e apesar de não falar que o homem deva ser submisso à mulher, a Palavra fala algo muito mais sério e profundo: o homem deve amar a sua mulher como Cristo amou a sua Igreja (Ef. 5:25). E como Cristo amou a sua Igreja? Dando a vida por ela. Note bem que as Escrituras não “exigem” isso da mulher, mas do homem. 

A Bíblia é um livro conciso, justo, com uma única história: Anunciar a Salvação e Redenção em Cristo Jesus. A Bíblia mostra a realidade da aproximação de Deus com seu povo, e também mostra as inúmeras besteiras que esse povo fez durantes as alianças. A vinda de Cristo como forma de revelação acaba com rituais cerimonias que apontavam para Ele mesmo, e mantém a moral pois, obviamente, “não roubarás” vale tanto para o antigo testamento quanto para o novo testamento. Os mandamentos morais continuam valendo, e a forma de governo é alterada conforme o tempo passa, com coisas “absurdas” hoje que talvez não fossem tão absurdas antes. E o Cristianismo não é uma forma de governo, à propósito, como o Islamismo, pois Jesus afirmou em João 18:36 que seu reino não era desse mundo. 

Os rituais cerimonias são cumpridos em Jesus, e sua palavra reforça mais ainda as leis de Deus. Se somos salvos devemos à nossa fé (sem provas) que Jesus veio por nós. Mas isso hoje em dia é absurdo. Foi também absurdo na época de Jesus, por isso penduraram-o num madeiro até a morte. Assim como que, ao proclamarmos hoje a mensagem do Evangelho, também estamos sujeitos à perseguições e represálias, mesmo que de outras formas diferentes quanto na época de Sua vinda. 

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[1] De acordo com o site Monergismo, " O Professor John Murray nasceu na Escócia, em 1898, e era, no tempo desta escrita, um cidadão Inglês. Ele se graduou na Universidade de Glasgow (1923) e no Seminário Teológico de Princeton (1927), e estudou na Universidade de Edimburgo durante 1928 e 1929. Em 1929-1930 ele serviu como professor no Seminário Teológico de Princeton. Posteriormente ele ensinou no Seminário Teológico de Westminster, na Filadélfia, onde ele serviu como Professor de Teologia Sistemática, de 1930-1966. Ele foi um freqüente contribuidor de jornais teológicos e é o autor de: O Batismo Cristão (1952), Divórcio (1953), Redenção Consumada e Aplicada (1955), Princípios de Conduta (1957), A Imputação do Pecado de Adão (1960), Calvino sobre as Escrituras e a Soberania Divina (1960), A Epístola aos Romanos , Vol I, Capítulos I-VIII (1960) e A Expiação (1976 - publicado após a sua morte). Em 8 de Março de 1975, o Professor John Murray entrou no descanso do seu Senhor. "

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O Símbolo Cristão

Já soube de pessoas que foram para o Chile e depois que chegaram aqui colaram no carro um adesivo em forma de elipse com as letras CH. O problema é que CH não é Chile, mas Suíça, pois vem de Confœderatio Helvetica, o nome da Suíça. Inclusive a fonte Helvetica do seu computador vem desse país, desenvolvida em 1957 pelo suíço Max Miedinger.

Um outro símbolo que vejo que muita gente tem em seus carros é um com a interseção de dois arcos de maneira a formar um peixe. Pouca gente sabe o que significa (de fato). Esse símbolo vem das perseguições cristãs pelos Romanos, no primeiro século, em que os cristãos para se identificarem como tal criaram um código secreto. Quando um cristão se deparava com um estranho na estrada, o crente algumas vezes desenhava um arco na terra. Se o estranho completasse o segundo arco de maneira a formar o símbolo do peixe, era sabido que estavam em boa companhia e podiam confiar um no outro (Fonte:Christianity Today, Elesha Coffman, "Ask the Editors").

Esse peixe veio da palavra grega ichthys, que significa “peixes” e é um acrônimo para “Iēsous Christos, Theou Yios, Sōtēr”, ou seja, Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador. Outro símbolo usado pelos primeiros cristãos foi um círculo dividido em oito pedaços, como uma pizza, que seriam as letras acima Iota, Chi, Theta, Ypsilon e Sigma da palavra ichthys (ΙΧΘΥΣ) sobrepostas, significando o mesmo que você acabou de ler.


É sabido que os símbolos são usados para identificarem uma ideia, seja a própria letra que combinada com outras forma uma palavra, ou um símbolo que expressa uma ideia mais ampla, como os ideogramas japoneses, ou nesse caso, o peixe. A ideia aqui é representar a cristandade, os que creem no salvador único, mas parece que hoje em dia perdeu-se muito o entendimento que Cristo representa, e num mundo politicamente correto aceita-se tudo, menos o cristianismo. O fundamento do cristianismo é Cristo. Cristo é o único caminho possível para quem acredita no cristianismo, sobre salvação, vida eterna, vida pós morte, encontro com Deus, etc. Não há outro caminho, nem outra maneira. Não há obras que justifique, nem santo que dê jeito, nem macumba, nem simpatia, muito menos pedras mágicas, runas, energia, pensamento positivo, segredo, virgem, trabalhos, guias, estátuas, patuás, semente, planta, ou qualquer outro símbolo.

O cristianismo nos dias atuais foi distorcido para acomodar um pensamento, como já disse, politicamente correto, e bem cômodo, sem desagradar ninguém. Porém, ser cristão não é fácil. Ser cristão não te dá bens materiais. Nem cura câncer. Nem nenhuma promessa que não a salvação de sua alma quando você for dessa para uma melhor (embora possam ocorrer milagres, possam ocorrer curas, e te dar dinheiro, etc, mas não significa que necessariamente vai ocorrer). Entretanto, Jesus disse em Mateus 6:33 “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas”. Essas coisas que Jesus menciona são as coisas mundanas, como o que vestir, o que comer, o que beber, etc. Se você busca o Reino de Deus e o que isso significa, o resto é resto, e nada mais importa tanto assim, nem mesmo o futuro.

Enquanto isso no Facebook, um monte de gente colocando frases sem saber o que estão dizendo. Que Deus vai ter dar isso, vai te curar daquilo, vai te arrumar aquele outro, venha agora e consiga seu emprego, etc. Isso não é cristianismo, é macumba. É outra religião que crê em outras coisas que não a Bíblia Sagrada, e o símbolo do peixe não faz o menor sentido nisso. Deus não te deve nada. Por isso, ficar sem comer carne em promessa não significa nada. Aliás, promessa não significa nada, pois Jesus é a própria promessa cumprida. Obras não significam nada. A única coisa que significa algo (para o cristão) é isso: Crer que Jesus, o Cristo, que veio à Terra encarnado, que Ele é Deus, Único, Suficiente, parte da Santa Trindade (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito-Santo), para que fosse o (único e suficiente) caminho de salvação (ou seja, você não se salva sozinho), e que ressussitou em corpo, voltando para os céus ao lado de Deus-Pai, deixando para a gente o Seu Espírito-Santo e a promessa de salvação para todo aquele que Nele crer. Esse pensamento é sim suficiente para te garantir a vida eterna. Nada mais. Porém, existe aí uma ressalva, e talvez motivo de tantas confusões.

Após crer em Jesus, você é modificado como pessoa. Seus pontos de vista mudam. Seus valores mudam. Consequentemente sua vida muda. Coisas que você fazia, não vai querer fazer mais (embora você vai continuar fazendo, sem dúvida nenhuma) e coisas que não fazia, ou fingia que não era contigo, vão te incomodar, a tal ponto que você vai fazer, ou sentir um desejo enorme de fazer. Sua vida será plena com Cristo, porém não vai ser mole. A boa notícia é que basta crer para ir pro Céu. A má é que sua consciência vai te dar algumas ordens, e isso envolverá ações, muitas delas contra sua vontade. E já explicando a Santa-Trindade, de como três podem ser um, gostei do exemplo de um escritor/pastor chamado Benny Hinn, dizendo que a Trindade pode ser explicada fazendo uma alusão simplista com o sol: O sol é único, mas possui calor e luz. O sol seria Deus, a sua luz Jesus e seu calor o Espírito-Santo.

Como disse, respeito todos que acreditam em coisas diferentes, ou não acreditam em nada de sobrenatural, porém se você se diz cristão e crê em mais alguma outra coisa além de Cristo, talvez você esteja queimando vela com santo ruim.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Quem é Knewton?

“O acervo de livros disponíveis em acervos de bibliotecas e pontos de leitura municipais por habitante com 15 anos ou mais vem diminuindo desde 2006 ”. Essa notícia veio do site Nossa São Paulo, uma espécie de comunidade paulistana sem fins lucrativos, indicando que da média de 2 livros por habitante recomendado pela Unesco, São Paulo possui apenas 0,22 livros disponíveis por habitante na maioria dos 96 distritos analisados. Já não é novidade que os brasileiros não leem como deveriam, mas acredito que essa tendência de baixo índice de leitura de livros não seja exclusiva nossa. Com a vinda da internet e a grande disponibilidade de notícias, ler um livro do começo ao fim vem sendo cada vez mais difícil. Como citei em posts anteriores, o livro The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brains, de Nicholas Carr, propõe que o uso da Internet desvincula o cérebro da atenção necessária para se ler um livro, ou fazer alguma atividade que requer atenção exclusiva e dedicada. Nosso cérebro já foi adequado para um mundo dinâmico, onde as informações chegam e vão rapidamente. Se é bom ou ruim, só o tempo dirá, mas não temos mais a capacidade de atenção de antigamente. Porém, assim como o mundo se moderniza, os livros também se modernizam. O livro digital é uma forma de disponibilidade maior de acervo literário, e também se a internet ajuda a nos tornarmos estúpidos, também oferece conteúdo educativo de qualidade, como a KhanAcademy, o Google Art, a Enciclopédia Britânica, e mais recentemente o Knewton . Esse último me chamou a atenção e é o motivo desse post. 

O Knewton é um projeto que combina textos, multimídia e conteúdo personalizado em prol da boa educação do aluno, tornando o hábito de aprender uma atividade divertida. A grande vantagem do Knewton e de sua plataforma de aprendizado adaptativo é a capacidade de iteratividade. Através de exercícios e questionários o programa “aprende” os pontos fortes e pontos fracos de cada estudante, ajustando o material de aprendizado em tempo real. Em vez de oferecer um conteúdo igual a todos, a tecnologia do Knewton molda o material a fim de que cada estudante receba uma educação personalizada que atenda a necessidade individual de cada um. Imagine o seguinte: Após analisar os pontos fortes e fracos de um estudante em particular, o programa determina se vai apresentar o próximo conceito em forma de texto, vídeo, exercícios interativos ou vídeo game! Ele pode apresentar um resumo da matéria ou uma explicação mais detalhada, de acordo com o interesse do aluno. O programa ainda pode sugerir parceiros de estudo em classes que possuem estilos de estudo semelhantes. Algumas universidades americanas já estão usando o programa, como a Universidade Penn State, a Universidade do Arizona, a Mount St. Mary, Universidade de Nevada e a Universidade de Washington. Existe um vídeo em inglês que dá uma noção de como é aprender com o Knewton, no meio dessa página, de onde tirei o material desse post, e explica como o programa ajuda no desenvolvimento do aprendizado, inclusive fazendo com que os pais participem mais de perto na educação de seus filhos (e até pelo smart phone). Esse tipo de educação me lembra vagamente a proposta de Jean Jacques Rousseau, filósofo francês que discorreu sobre uma educação conhecida hoje como “consequencia natural”, cuja criança poderia ter um tutor que lhe ensinasse por meio de experiências as consequencias de seus atos. O Knewton pode ser esse tutor, que escolhe o que deve ser mostrado ou não à criança, de acordo com sua aptidão e interesse. 

Enfim, achei a ideia fantástica e espero que o aporte de 33 milhões de dólares que o programa recebeu recentemente faça com que a ideia de uma educação personalizada seja solidificada como uma boa maneira de ensino.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Lições que espero aprender de Steve Jobs

No dia 05 de Outubro de 2011 o mundo perdeu uma das grandes mentes inovadoras de todos os tempos, Steve Jobs. Não pretendo escrever aqui sua trajetória, pois acredito que você tenha lido em diversos sites sobre isso, mas gostaria de comentar o motivo que considero Jobs um gênio.

Ele não inventou quase nada, somente olhou de uma forma diferente para o que já existia. Inventar é uma palavra interessante, já que a grande maioria das coisas são ideias melhoradas de outras. Quando um cientista faz uma descoberta, muitas vezes ainda não está certo de como aquilo será útil, mas abre espaço para que pessoas criativas peguem aquela informação e montem um uso inteligente para aquilo. Vemos isso principalmente no campo da matemática e filosofia, já que são abstrações sem muita prática em si, mas lideram as grandes mudanças na humanidade quando utilizadas inteligentemente em algo específico. Jobs vislumbrou um futuro em que as pessoas teriam computadores pessoais em casa, copiando muitas coisas da Xerox, inclusive o mouse. O detalhe é que a Xerox inventou o mouse e não tinha a menor ideia da utilidade daquilo. Não via o mouse como uma grande coisa. Steve Jobs conseguiu entender que aquilo era sim uma grande ideia, e aplicou o conceito em um computador pessoal. Ele tinha essa capacidade, de olhar algo aparentemente sem importância para a maioria e criar uma necessidade. Isso é o gênio do negócio. Via o que ninguém via. Ele não fez uma fórmula que mudou o mundo, nem descobriu alguma partícula fundamental, tampouco postulou teorias astronômicas, mas conseguiu visualizar as facilidades que uma tecnologia poderia agregar para a maioria. Enquanto uns resolviam complicar, Jobs simplificava. 

Alguns acusaram (e acusam até hoje) que os usuários da Apple são burros, mas a grande verdade é que os usuários Apple gostam das facilidades que os produtos proporcionam. Comecei a usar o iMac há alguns anos, e recentemente comprei um notebook com Windows 7 para jogos. Ali pude perceber quão diferente é um produto Apple. A empresa se preocupa com o usuário final, em fazer algo fácil, rápido e principalmente que funciona, sem ter que recorrer a fóruns de internet para poder instalar um driver, por exemplo. No Mac você clica e tudo funciona. Simples assim. Não sei os motivos que levam uma pessoa comprar um celular e ter que ficar semanas instalando sistemas operacionais, testando um que funcione, dias e dias perdidos configurando funcionalidades básicas. Eu gosto de facilidades. Não quero perder tempo com o básico.  Era isso que a mente de Steve Jobs queria, a união da funcionalidade com o design, a possibilidade de qualquer um manejar um computador, e não só Nerds e Geeks. Era um apaixonado pela tecnologia, e os benefícios que essa poderia trazer para a maioria, e não para os “espertos”, termo que não concordo muito, mas não é esse o assunto aqui. 

Aprendi também que o usuário não sabe o que quer, e você tem a responsabilidade de apresentar algo a ele que nem mesmo ele sabe, proporcionando melhorias não vislumbradas. Quando Henry Ford perguntou às pessoas o que elas queriam, teve como resposta “Um cavalo que ande mais rápido”, mas acabou por desenvolver um automóvel mais barato, leve, que qualquer um poderia ter, e não somente os ricos. Hoje, lembramos mais de Ford do que Ferdinand Verbiest, responsável pela invenção do automóvel em 1672. 

Quando era criança, meu sonho era ser cientista e inventar coisas. Hoje, espero dar novos usos a coisas existentes, mudar o foco, facilitar, inovar, tornar a vida de alguém mais prática, seja desenvolvendo um programa de computador ou incutindo uma nova maneira de olhar para algo. Na vida nada se cria, tudo se copia, mas tem que copiar direito, e é aí que mora o segredo do sucesso.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Quiz para um trânsito melhor

Se você tirou a carteira de habilitação recentemente ou a perdeu recentemente, aqui vai um quiz para evitar alguns acidentes (e assassinatos) no trânsito. 

Quando você “tira a carta”, na maioria das vezes você é inexperiente. Se você não teve um pai que desde pequeno te deu dicas preciosas de direção, provavelmente vai acabar aprendendo isso na prática. Uns morrem, outros aprendem e outros não aprendem e não morrem (pior tipo). 

Aliás, nunca entendi essa frase “tirar a carta”, pois se antigamente você recebia uma carta dizendo que estava apto, por que então o verbo “tirar”? Será que você tinha antigamente que arrancar a sua permissão de dirigir das mãos de algum maldito que não queria te entregar? Ou será que antigamente o exame de aptidão era muito mais rigoroso, e quem passava realmente tirava à força a carta? 

Bem, enfim, vamos ao questionário e veja se você tem sanidade mental para sair com um carro nas ruas e estradas: 

 1 – Buzina. Serve para : 
a) Ser brinquedo do seu filho em uma tarde de domingo 
b) Ser instrumento de sua covardia, que em vez de sair do carro e ser homem, coloca o dedo na buzina, gesticula e xinga. 
c) Instrumento de prazer sexual 
d) Fazer barulho, tão somente, e deve ser usado em casos extremos, em que você precisa alertar algum infeliz de alguma situação em que este não viu e é muito importante que ele seja avisado. 

 2 – Seta. 
a) A seta é aquela alavanca do seu lado esquerdo (o lado esquerdo é a mão que você não escreve se te disseram que você é destro), que serve para alertar os outros motoristas que você está prestes a virar seu carro para o lado em que a seta está ligada, e nesse caso não é uma curva natural do caminho. 
b) Não serve para nada, pois nunca usei, apesar que quando viro para algum lugar costumo ouvir palavras de afirmação gritadas por outros motoristas
c) Até serve para alguma coisa, mas não me veio à cabeça agora o que é 

3 – Curva. 
a) É um momento em que posso e devo virar o volante, mantendo-me na minha faixa. 
b) É um momento em que posso e devo virar o volante, invadindo qualquer faixa que me seja aprazível
c) É um momento em que fecho os olhos e faço uma oração ao bom Deus. 

 4 – Freios. Os freios devem ser utilizados: 
a) Numa subida em que o farol fecha e seu carro precisa ficar parado, não fazendo com que o cara de trás faça uso da Buzina (Item 1) de maneira desnecessária para provar os pontos 1.a e 1.b. 
b) Para freiar o carro na marginal, sem nenhuma alma na sua frente, na faixa da esquerda, do nada (estilo vida lôca) 
c) Matar o colega dormindo no banco de trás do coração, seguido de um grito de pavor, girando o volante para os dois lados, e não está acontecendo nada real, além do coração do camarada no banco de trás que acreditou bastante

5 – Retrovisores. Os retrovisores servem para: 
a) Monitorar meu filho dormindo no banco de trás. Que lindo que ele(a) é, gente! 
b) Ver as pernas da gostosa de saia no banco de trás 
c) Instrumento de beleza facial 
d) Monitorar a parte traseira do meu veículo e verificar os veículos que vem atrás de mim

6 – Uma vez por semana eu tenho que: 
a) Monitorar óleo, água, calibragem dos pneus (inclusive estepe), além de abastecer o carro e observar se existe algo estranho como barulhos ou dirigibilidade diferente. 
b) Abastecer o carro e só, e meu marido que pegue fogo fazendo o resto 
c) Nem abastecer o carro, já que tem um merda que paga minhas contas 

7 – Farol. O farol do seu carro deve: 
a) Iluminar à sua frente, sem atrapalhar os demais motoristas 
b) Atrapalhar os outros motoristas 
c) Não sei bem se meu carro tem isso aí que você está falando, pois sou conhecido como morcegão 

 8 – Faixa de rodagem.
a) Servem para que eu possa me orientar e permanecer dentro dela. Se eu precisar mudar de faixa devo utilizar a Seta (Item 2). 
b) Servem para atrapalhar, pois vivo a vida “lôca” e ninguém me diz onde eu tenho que ficar 
c) Ainda não sei bem o que é isso, mas acho que a Joana fez uma para o namorado dela dizendo que ele estava traindo-a, aquele safado, e pendurou no poste perto de casa. 

 9 – Manutenção.
a) Algo que preciso fazer a cada cinco mil quilômetros rodados para verificar se existe algum problema no veículo, além de trocar o óleo e checar peças de desgaste frequente, como os freios, por exemplo. 
b) Uma vez alguém me falou algo sobre isso, mas não dei atenção porque sou esperto 
c) Pra quê? Tá pensando que meu dinheiro nasce em árvore? Só vejo se o ponteiro da gasolina está bem, quando muito

10 – Estrada. 
a) Algo bem diferente de ruas e avenidas, em que para dirigir lá preciso de muita experiência e habilidade, já que os carros estão rodando em alta velocidade. 
b) Lugar para aprender a dirigir, principalmente ultrapassagens 
c) Local onde costumo dirigir quando bebo 
d) Nome da minha tia que mora em Minas. Ô saudade do bolo de fubá da tia Estrada... 

11 – Luz de neblina. 
a) Usar quando há neblina somente 
b) Ligar a luz de neblina junto com o farol porque acho bonitinho ter um rabinho vermelhinho 
c) Atrapalhar os demais motoristas na cidade com uma luz forte que não faço ideia pra que serve

Pontuação: 
1 - a) -50; b) 0; c) -10; d) 1 
2 - a) 1; b) -10; c) 0; 
3 - a) 1; b) -10; c) -50
4 - a) 1; b) 0; c) -50; 
5 - a) -50; b) 0; c) -10; d) 1 
6 - a) 1; b) 0; c) -50 
7 - a) 1; b) 0; c) -10 
8 - a) 1; b) -10; c) 0 
9 - a) 1; b) -10; c) 0; 
10 - a) 1; b) 0; c) -10; d) -50 
11 – a) 1; b) 0; c) -10 

 Se você fez uma pontuação positiva, que bom, ainda há esperança na humanidade. Se você fez uma pontuação igual a zero, você deveria estar na APAE e não dirigindo. Se você fez uma pontuação negativa, deixe sua placa nos comentários para que se um dia eu te vir nas ruas possa me esconder.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

As mulheres e a programação


Umas das coisas que considero curiosa sobre a área de programação de computadores é a ausência de mulheres. Não sou ignorante o suficiente para acreditar em capacidade cerebral maior de homens em relação às mulheres, logo essa dúvida de um número tão pequeno de mulheres programadoras me chama a atenção. Particularmente, acredito que a maneira em que se trabalha com programação nas empresas hoje em dia está míope. Preza-se muito a capacidade individual do programador, mas nada se exige quanto ao trabalho em grupo.
Recentemente saiu uma pesquisa do Centro de Inteligência Coletiva do M.I.T. (Massachusetts Institute of Technology) indicando que o segredo do sucesso de um grupo que executa várias tarefas diferentes está diretamente relacionado com a presença de mulheres entre seus membros. Assisti o vídeo da entrevista da pesquisadora Anita Williams Wollen, e ela diz que grupos conseguem desempenhar um melhor resultado quando esses indivíduos apresentam sensibilidade social (social sensitivity) elevada. Nesse grupo, os membros são igualmente participativos, diferenciando-se assim de um grupo menos produtivo, quando um único indivíduo fala e os outros apenas ouvem, por exemplo. Assim, a pesquisa conclui que a medida para a eficácia de um grupo está diretamente relacionada com trabalho em grupo em si, e não com o QI individual de seus membros.

Ora, então por que é que quando vamos fazer entrevistas de empregos, na enorme maioria das vezes somos testados somente com provas técnicas? Ou pior, quando entramos para trabalhar na empresa, por que é que as pessoas não podem conversar durante o trabalho, sendo imediatamente desencorajadas pelos seus superiores hierárquicos, que prezam o trabalho individual?

Recentemente na empresa estávamos desenvolvendo uma solução complexa de regras de negócios infindáveis, com diversos "buracos" lógicos que tentávamos evitar. Percebi que alguns problemas eram mais facilmente resolvidos quando conversávamos sobre esses cenários, dando sugestões, ou até mesmo simplesmente falando como achávamos que deveríamos resolver determinada situação. Muitas vezes, apenas falar com a pessoa ao lado já te traz a solução daquilo que se busca, e em alguns casos a pessoa pode ser apenas um ouvinte, e mesmo assim a resposta surge em sua mente. Penso que o trabalho em grupo na área de programação deveria ser incentivado em empresas, e não repelido, como acontece frequentemente. Quando você começa a conversar com seu colega, já vi chefes chegando e perguntando se você já terminou isso ou aquilo, numa clara tentativa de acabar com a "conversa", que para ele é só perda de tempo. Porém sabemos que exatamente o contrário. O grupo é mais inteligente que a soma dos QIs individuais dos membros desse grupo, e isso está sendo provado nessa pesquisa em questão.

Em programação, uma das maiores reclamações dos programadores é o retrabalho. Esse retrabalho normalmente acontece porque os cenários não foram cobertos suficientemente, ou porque algo "quebrou" no código em um pedaço que não foi levado em conta quando estava sendo desenvolvido. Isso poderia ser reduzido substancialmente se as empresas percebessem que a comunicação é sim importante, e um ambiente de trabalho "quieto" é também um ambiente de trabalho fadado à ineficiência.

E onde as mulheres entram nisso tudo? Mulheres são mais dispostas a entenderem a sensibilidade social, que seria algo como perceber o que um indivíduo está sentindo ou querendo dizer naquele momento baseado em suas espressões corporais ou entonação de voz. Mulheres observam mais, e naturalmente prestam mais atenção à detalhes que muitas vezes não percebemos, e isso é um ganho fundamental para a inteligência coletiva, ou Fator-C como é chamada. Por isso, um maior incentivo deveria ser dado às mulheres para adentrarem ao mercado da programação de computadores, criando ambientes descontraídos, pagando-se bem a elas, e incentivando-as nas universidades. Novamente digo que não acredito que as mulheres não tenham capacidade técnica de desempenhar o trabalho de um programador, mas acredito que elas olham tudo aquilo e acham realmente chato demais. E é isso que deve ser mudado.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Você tem vocação para ser Programador?

Para os jovens que estão com dúvidas quanto a profissão a escolher, e estão começando a se enveredar no mundo dos programas de computadores, coloquei abaixo alguns exercícios que poderão te dar uma ideia do que é trabalhar nessa área. Os exercícios tentam simular o ambiente e as tarefas dos programadores no dia a dia. Vamos lá, mãos à obra!

Exercício #1: Trabalhar com as ferramentas oferecidas.
A tarefa do programador é desenvolver programas rápidos, fáceis, baratos, que atendam a todas as especificações dos usuários e sem erros, mas em geral não dispomos de todas as ferramentas para tal. Portanto, para simular seu jogo de cintura, faça o exercício abaixo:

Tarefa: Pregar um quadro em uma parede de concreto.
Ferramentas disponíveis: Um quadro, um prego e um pastel de carne.

Para aumentar o realismo: Peça a sua mãe que te dê vinte chicotadas nas costas todas as vezes que você disser coisas como "É impossível" ou "Não dá pra fazer".
Obs: Não vale tentar engolir o prego em um momento de desespero.

Exercício #2: Trabalho em equipe.
Para aprender a trabalhar em equipe, mesmo com indivíduos difíceis e muitas vezes teimosos, realize a tarefa abaixo:
1 - Arrume seis listas telefônicas do estado de São Paulo (já começa aí a tarefa, já que as listas são complicadas de encontrar hoje em dia, mas sua avó deve ter algumas);
2 - Amarre todas as listas telefônicas num único bloco compacto;
3 - Pegue o trem de Osasco para o Grajaú às 17:00 de uma sexta-feira, na estação Osasco. Fique o mais distante da porta possível. Tente descer em uma estação antes da Santo Amaro (em que todos descem) com todas as listas telefônicas.
Obs: Não vale esfaquear alguém.

Exercício #3: Leitura de emails.
Um programador, além das tarefas diárias de programação e prazos curtos, deve ler todos seus emails recebidos diariamente. Para se acostumar com isso faça a tarefa abaixo:
1 - Compre todos os jornais de domingo;
2 - Compre mais algumas revistas também, pelo menos umas 15;
3 - Leia todos os artigos;
4 - Peça a alguém para lhe perguntar sobre o que você acha do artigo da pessoa tal, sem mencionar nem o artigo, nem onde está e nem do que se trata;

O sucesso dessa tarefa é você lembrar do artigo, responder sua opinião consistente com o mesmo, não fazer cara de ursinho nem desejar nenhum mal à pessoa que te perguntou.

Exercício #4: Fé
Muitas vezes o programador precisa exercer sua capacidade de acreditar no seu próprio código, pois algumas vezes (99%) ele não é testado por falta de tempo. Então vamos simular seu poder da fé.
1 - Compre um frango gordo;
2 - Arranque as penas do frango;
3 - Faça duas asas usando barras de ferro e colando as penas por cima;
4 - Salte pelado do vigésimo andar com as asas nas costas e tente voar;

Objetivo esperado: Voar e não morrer. Desejado: Voar, não morrer, patentear o produto e ficar rico.

Exercício #5: Fazendo o cliente entender o seu problema.
Geralmente o cliente precisa de algo relativamente impossível de ser feito. E normalmente é você quem precisa fazer com que ele entenda isso (e obviamente continuar no seu emprego). Para tal, vamos ao exercício:
1 - Compre um bom livro de física que explique detalhadamente a teoria das cordas;
2 - Leia uma única vez em um único dia;
3 - Explique o a teoria para sua avó, mas você só poderá usar os idiomas Klingon ou Élfico;

Objetivo: Sua avó descobrir o Bóson de Higgs.

Exercício #6: Poder de concentração.
No trabalho não escolhemos as pessoas que sentam ao nosso redor. O trabalho do programador é mental, e exige uma forte concentração nas tarefas exercidas. Para testar seu poder de concentração, faça o exercício abaixo:

1 - Peça pra seu pai colocar como toque de celular aquela música do Calypso em que a Joelma grita na música toda (juro que não quero saber o nome);
2 - Peça pra ele ficar ligando insistentemente para o celular, e coloque o aparelho do seu lado;
3 - Peça à sua mãe ligar para a NET na sua frente, ao mesmo tempo que o celular do seu pai toca, e diga para ela tentar cancelar algum serviço da NET;
4 - Coloque alguma música do Guns n' Roses no YouTube bem alto, e peça pra sua irmã ficar cantando com inglês errado;
4 - Tente memorizar a sequência do Pi pelo menos duzentas casas depois da vírgula.

Objetivo: Recitar o número memorizado em voz alta para um peixinho dourado, e fazê-lo pelo menos prestar atenção.

Exercício #7: Entender o requerimento.
O programador deve ser muito bom em entender o requerimento do cliente. Para que você teste seu poder de entendimento, faça o seguinte:
1 - Tente entender e explicar a origem da vida, do universo e tudo mais.
Desejado: entender a origem da vida, do universo e tudo mais e entender as mulheres.
Obs: Não pode dar como resposta o número 42.

Se você conseguiu se sair bem nas tarefas e gostou bastante do trabalho, então sua vocação é ser programador. Boa Sorte!