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sábado, 5 de maio de 2012

Hyperion Cantos

Hyperion e The Fall of Hyperion são dois livros que fazem parte da obra Hyperion Cantos, escritos pelo norte americano Dan Simmons, entre 1989 e 1998 num total de quatro livros. Li os dois primeiros, o que me motivou a escrever sobre eles. O tema é ficção científica, mas chego a pensar que esses são livros de arte, ou alguma forma de poema, embora de narrativa prosaica. Complexo, cheios de referências, muita coisa não explicada que permitem dúvidas e interpretações, fazendo dessa obra algo encantador. A trama acontece de um futuro do século 29, numa mistura de ciência com religião, cuja Inteligência Artificial (doravante A.I.) faz parte da vida humana bem mais que a internet de hoje em dia. Essa internet do futuro (chamada "WorldWeb") é muito mais evoluída, totalmente controlada independentemente dos humanos,o que nos permite povoar novos mundos através da oferta tecnológica do Core (uma singularidade), e com isso a população humana cresceu para 100 bilhões. Nesse futuro, a Terra foi destruída por um aparente acidente causado por essa mesma A.I., chamado no livro de “o grande erro” (The Big Mistake), forçando todos a fugirem da Terra num enorme Êxodo, conhecido como Hegira. A A.I. oferece aos humanos, entre outras coisas, uma tecnologia chamada Farcaster, os  portais que possibilitam viagem para grandes distâncias. O centro de comando da A.I. é conhecido como TechnoCore, o qual descobriu como viajar no tempo, e evoluiu absurdamente a partir desse conceito, permitindo-lhe o tempo necessário de evolução através dessas viagens temporais e a construção de uma “entidade” própria, apartando-se da humanidade (daí a singularidade, ponto teórico onde a tecnologia avança mais que o conhecimento humano).

No primeiro livro, temos uma história misteriosa, com elementos ainda mais misteriosos e não explicados. Tudo gira em torno de um planeta chamado Hyperion e sobre a viagem de seis peregrinos para lá. O primeiro livro começa “in media res”, ou seja, no meio da história e depois desenvolvem-se os flashbacks a partir dos contos de cada um desses peregrinos e como foram parar nessa viagem, bem como suas motivações. O primeiro livro resume-se basicamente a uma grande introdução do universo de Hyperion, extraído dessas seis histórias e toda a contextualização geral de Simmons, com o foco especial em uma criatura existente em Hyperion chamado The Shrike. Esse ser é uma espécie de anjo da destruição (chamado de “O Senhor da Dor”), enviado por alguma coisa que não sabemos o que é, e seu objetivo é simplesmente destruir o que encontra pelo caminho. Embora muitos não acreditem no Shrike, e o consideram como uma lenda (pois ninguém que o viu viveu para contar), ele é real no livro e faz parte da vida dos peregrinos de alguma forma. Existem até adoradores desse Shrike, na chamada Igreja da Última Expiação (Church of the Final Atonement). O Shrike consegue mover-se no tempo, indo do passado para o futuro sem maiores dificuldades. Aparece onde quer, quando quer, aparenta ser onipresente e onipotente e ainda tem o poder de congelar o tempo. Uma graça.



Também em Hyperion, existem as Tumbas do Tempo (Time Tombs), que estão localizadas em um vale rodeado por um campo anti-entrópico, ou seja, as tumbas não andam para frente no tempo, mas para trás (parece ter vindo do futuro), e é nesse vale anti-entrópico que habita o Shrike.
Detalhe é que em português a tradução de shrike é picanço, o passarinho que tem o estranho hábito de empalar suas vítimas.



Estou tentando dar uma resumida aqui porque o livro é muito complexo e detalhado, a quantidade de referências é enorme, e ainda por cima estou tentando não contar nenhum spoiler. Já vou adiantar que é necessário ler o segundo livro para fechar a história do primeiro. Na verdade é uma história só dividida em dois livros. Certamente foram os mais complicados que li, e pelos reviews que encontrei pela internet, as opiniões são diversas. Apesar disso, o primeiro ganhou dois prêmios importantes de ficção científica, o Locus Award e o Hugo Award, sendo este último o prêmio mais importante do gênero, e o segundo livro também ganhou dois prêmios, o Locus Award e o British Science Fiction.

A história contida nos dois livros é muito interessante e faz essa junção de ciência e religião de uma maneira muito estranha e ao mesmo tempo muito curiosa. Embora não me afeiçoe com a ideia do deus de Simmons, ainda assim acho que foi uma ideia muito bem elaborada conseguir juntar essa ciência e religião num mesmo plano dentro de uma obra de ficção científica com essa complexidade. Nisso o livro nos deixa de queixo caído com a construção e desfecho desse tema.

Vale a pena também dizer que Hyperion Cantos de Dan Simmons foi fortemente baseado nas obras homônimas do poeta inglês John Keats (1795 – 1821), inclusive há um “personagem” chamado John Keats em ambos os livros, e vários personagens vindos dos poemas. Keats, o poeta, escreveu Hipérion e A Queda de Hipérion (Hyperion e The Fall of Hyperion respectivamente) e lendo parte dessas obras percebi que os elementos lá contidos estão totalmente engajados nos livros de Simmons, com enfoque na ficção científica. A obra Hipérion do poeta não foi concluída, pois ele desistiu antes. Ainda preciso ler mais sobre Keats para entender suas motivações em escrever sobre Hipérion, um dos 12 Titãs da Grécia Antiga, mas de qualquer maneira é um poema muito interessante e ao mesmo tempo intrigante.

Achei ambos os livros muito bons. Daria nota 8,5 para o primeiro e 9 para o segundo. Minhas notas se justificam pela falta de explicação de alguns elementos contidos nos livros. Por exemplo, o primeiro não conclui nada, porém é muito legal os mini-contos dos peregrinos. O segundo conclui a coisa toda, mas deixa muitas perguntas não respondidas. Ainda assim, juntando-se a ideia e a quantidade de referências e paralelismo que podemos traçar, vale muito a pena ler as quase mil páginas. Recomendo.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A Comunicação

Já era manhã naquele dia que seria problemático com certeza. Assumindo um contato como esse, qualquer dia ficaria conturbado. Sem dormir, Jonas pensava em como trataria o assunto. Primeiro imaginou por muito tempo como conseguiria uma comunicação, já que percebeu que os visitantes não falavam nenhuma língua terrestre, nem emitiam som aparente de uma comunicação. Bem, se eles quisessem nos destruir já o teriam feito. Isso era inegável. Agora o mais improvável era colocar ele, um simples pesquisador matemático de universidade, a conversar com uma raça alienígena. O que será que ele diria? Tinha pensado em inúmeras teorias, em levar fórmulas matemáticas, em levar alguma coisa que pudesse expressar uma possível comunicação. Após algumas semanas sem dormir direito e praticamente sem dormir nada na noite anterior, Jonas caminhava agora para o helicóptero das forças armadas, que o levaria para o local de pouso da nave, e aonde ele rumaria dali para dentro dela sozinho. Junto de seu peito apertava uma pasta contendo papéis, um tablet, lasers, fotos, e uma gaita. Acharia que talvez a música poderia ser uma forma de comunicação, e já que arranhava alguma coisa na gaita... pelo menos era uma tentativa, ora. E todos usam música como forma primária de comunicação, certo?
Ninguém havia conseguido uma forma de contato ainda, e uma multidão de vários países já tinha tentado. Aparentemente os visitantes eram pacíficos e não fizeram nenhum tipo de destruição em sua visita aqui, a não ser ter dado um grande susto por parte das autoridades. O local também fora aleatório, já que seria bem improvável um pouso em um país de terceiro mundo, principalmente na floresta amazônica, local pouco habitado frente às metrópoles. Achou ridículo a postura das autoridades, que o vestiram com roupas espaciais, temendo alguma forma de vírus mortal. Achou que aquilo dificultaria ainda mais o já não fácil contato.

O helicóptero partiu em meio a uma enorme onda de flashes de máquinas fotográficas e um mar de câmeras de jornalistas. Seus quinze minutos de fama. Um evento maior que as Olimpíadas, com certeza. Ele só era mais um a ter uma tentativa de contato, já que físicos, políticos, filósofos, antropólogos e todo um mar de estudiosos tinham desistido porque não conseguiam extrair nada das tantas perguntas que todos tinham nas semanas que passaram. Será que os visitantes eram hostis? Por que vieram? De onde vieram? Como vieram? Quem eram? O que queriam? Como sabiam que estávamos aqui? Sabiam que estávamos aqui?

Jonas sentia um certo enjôo de tentar pensar em algo, mas depois de semanas de angústia após saber que ele seria o próximo, finalmente a espera estava acabando. Mais alguns minutos e seria a grande hora de conhecer os extraterrestres. Um filme de ficção não retratou essa hipótese desse jeito. Até em “O Dia em que a Terra Parou” houve um contato mais rápido e efetivo, mas dessa vez parecia que não estava funcionando bem. De repente teve uma idéia. Será que era isso? Será que um contato estava sendo “desenvolvido” por parte deles e todas essas semanas que estavam aqui era uma espécie de estudo de como se comunicar conosco? Será que até os próprios extraterrestres estavam aprendendo como nos comunicávamos?

Chegando ao local uma escolta armada o conduziu para a entrada da nave, num túnel de plástico até a nave, que estava com a (podemos chamar de) porta fechada. Ao chegar perto, como das outras vezes o casco dela ficou transparente e uma passagem de sua altura apareceu. Tudo igual ao roteiro das vezes anteriores com as outras pessoas. Isso o deu certa segurança e um certo desânimo também, de poder ser mais um a não obter contato.

Algo parecia diferente. Dessa vez estavam com ele não três, como relatado, mas oito extraterrestres. Era difícil descrever como eram, porque não saberia identificar membros, cabeça e tronco. Tudo parecia se mexer e pulsar. Não sabia para onde olhar, pois não havia aquele “meio dos olhos” em que nos fixamos para uma conversa. Era como olhar um quadro de Pollock. Havia uma espécie de cadeira ali, mas sabia que era algo improvisado, pois não se parecia como partes da nave, que certamente estava viva. Tudo era uma espécie de caos organizado, interagindo entre tudo. Em meio a muitos pensamentos foi que Jonas sentiu a dor. A princípio uma enorme dor de cabeça, que o fez cair de joelhos com as mãos nas orelhas, gritando. Depois de alguns segundos, imediatamente passou, e percebeu que seus pensamentos já não eram mais os seus, se é que isso seria possível. Ele estava na mesma posição, de joelhos, mas dessa vez o visitante à sua frente pedia desculpas. Com telepatia, seus pensamentos o guiavam para o que os extraterrestres queriam que ele pensasse. Incrível, pensou por si mesmo. Eles ainda estavam desenvolvendo uma forma de comunicar conosco. Por isso a demora em se comunicar, entendeu por fim.

E então, sem falar nada, pensou: “Por que vocês estão aqui?” Um pensamento lhe veio à cabeça: “Queremos primeiramente paz. Não vimos destruir nem conquistar sua casa. Você está conseguindo receber essa mensagem?” Jonas instintivamente balançou a cabeça, concordando e imediatamente entendeu que deveria pensar que sim também. Foi o que fez. “Sim, estou. Como vocês fazem isso de se comunicar dentro de meus pensamentos?” E uma resposta não tão animadora lhe veio à cabeça: “É uma forma de energia ainda não explicada pelo seu povo. Vocês a possuem, pois todo o universo parece a possuir, mas não a controlam.”

“Meu Deus, o bóson de Higgs!” pensou ele. “A partícula de Deus!”.

“Podemos dizer que sim, mas não necessariamente o que vocês entendem atualmente por isso”, retrucou o visitante, fazendo com que Jonas ficasse envergonhado, já que pensou sem querer nisso e sabia que tudo o que passasse em sua cabeça seria “lido” por eles.

“O que querem aqui? O que devemos fazer por vocês?”

“Queremos transmitir um pensamento, uma forma com que vocês entendam para onde precisam caminhar. Tomar um outro rumo com que vem fazendo até hoje. Vocês não estão sós. Mais povos existem e estamos aqui para lhe ensinar uma doutrina.”

“Doutrina? Uma religião?”

“Podemos dizer que seria uma troca de valores. Temos alguns pensamentos para fazer com que vocês assumam o desenvolvimento humano. Com isso será possível um reencontro conosco e com mais seres. Deixaremos tudo aqui, nesse dispositivo, e qualquer um que o tocar poderá absorver esses pensamentos. Nesses estão programados as respostas de como vocês poderão caminhar daqui para frente”

“Incrível. Teremos a chance de descobrir a verdade por trás das perguntas mais básicas de nossa existência, como a origem da vida?”

“Sim, porém receio que não será algo tão novo, já que vocês souberam parcialmente isso tempos atrás e aparentemente não tiveram vontade de praticar da maneira correta.”

“Um momento! Vocês já fizeram contato conosco antes?”

“Nós não, mas a mensagem passada anteriormente foi a mesma que agora estamos transmitindo, só que dessa vez esperamos que nosso registro seja seguido. A mensagem é universal e só com ela é possível transcender para uma nova realidade, e ao puro conhecimento do todo.”

“E que mensagem é essa? Posso ter ao menos uma ideia?”

“Uma ideia de conjunto”

“Gödel? Von Neumann?” Pensou Jonas prontamente, mais uma vez sem querer pensar com sua mente matemática, se referindo à teoria dos conjuntos do matemático-filósofo Kurt Gödel e do matemático Von Neumann.

“Nesse sentido, só que com pessoas.”

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Ficção Científica

Oi, tudo bem? Então, aceitaram o tema da minha tese do doutorado sobre consciência moderna. Vou ter que dar uma breve explicação lá para os anciões, e queria saber de você se minha abordagem está boa. Vou dizer mais ou menos assim: Sabe, as vezes me pergunto quem realmente somos, sem todos os implantes que fazemos. O que será que realmente somos? Como vemos o mundo natural? É sabido que existem algumas tribos longínquas e devidamente perseguidas pelo Império que não fazem nenhum tipo de implante nos recém-nascidos.
Ainda fico tentando imaginar como seria alguém sem o implante de RA2 (realidade aumentada 2), sem ver a programação ou fazer as videoconferências com seus amigos e parentes, ou até mesmo fazer as compras nas lojas virtuais. Hoje em dia é praticamente vital para alguém que viva em sociedade ter o implante básico da realidade aumentada. Fora que o indivíduo ficaria sem uma identidade, já que a identificação de todos faz parte do chip implantado quando nascemos. Imagine a pessoa querendo ir para algum local sem o itinerário devidamente traçado e a condução robótica devidamente identificada que levaria o indivíduo ao seu destino lendo seu chip identificador de vontade. Não fazer o implante do prazer por exemplo é opção de alguns, embora eu não concorde com a tribo das religiões, que preferem o prazer trocando fluidos corporais com outro, mas o de realidade aumentada é fundamental. Esses dias estava assistindo às minhas notícias específicas da hora enquanto estava indo para o trabalho, e no tópico ciência antropológica bizarra falaram dessa tribo dos contra-império. Falando eles de uma forma bem humorada sobre o assunto, até acreditei mesmo que essas pessoas são loucas, querendo viver perseguidas por todos e ter que plantar seu próprio alimento devidamente escondido dos satélites e rastreadores de vida, mas está começando um rumor disso nas colônias do sistema solar. Nossos vizinhos, aqui perto. Já nem sei se é possível hoje em dia diferenciar algo virtual do real, mas imagino que essas pessoas nascidas naturalmente não veriam nada do virtual, e consequentemente veriam um mundo bem diferente do que vemos. É disto, senhores, que trata meu tema.

Bem, enfim, isso é o que gostaria apresentar lá, como uma conversa informal mesmo, já que a moda é essa hoje em dia no mundo acadêmico, e outra: Depois do oitavo doutorado a gente acaba conhecendo os anciões e o que eles esperam. E aí, como foi seu trabalho? Provavelmente quando você receber essa mensagem já conseguiu a aprovação para o comércio de materiais raros no sistema solar, e se conseguiu mesmo pode me tirar da hibernação, beleza? Já deixei o Google programado para identificar sua expressão, e em caso de sucesso nesse dia ele provavelmente já me tirou do estágio profundo assim que você entrou, e seria uma questão de poucos minutos até que eu desperte totalmente, você sabe, estão espere eu acordar para que possa te ver, já que faz mais de um mês que só te vejo virtualmente. E olha que chego a ficar mais de uma hora, as vezes uma hora e meia em cápsula, ou "casa" como você prefere chamar.

Ah, deixei suspenso sobre o desbacterilizador seu alimento preferido, já que você é a única que conheço que prefere comer enquanto é limpa. E encontrei seu sabor preferido! Até que enfim voltaram a publicá-lo. Parece que estavam em falta devido a um dos componentes, se não me engano o CS725, já que o oceano terrestre passa por problemas de contaminação constante com os ataques dos extremistas. Só pra te lembrar, no sábado-um é aniversário do meu tetravô e esse ano ele disse que será seu último. Parece que ele quer desistir da vida no ano que vem. Uma pena, mas acho que já está na hora. Não há mais nada a ser substituído de seu corpo que faça alguma diferença em sua qualidade de vida. Fico me pensando quando será que irei desistir da minha, e se um dia o farei. Nossa, hoje estou falante, né? Ok, nos vemos depois, quem sabe. Beijo.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Fundação

Que bom seria se os livros de ficção fossem como essa obra de Isaac Asimov. Fundação é uma série de três livros escritos na década de 50 que contam a história de um futuro bem distante em que a humanidade povoou boa parte da Galáxia e existe um grande Império Galático, sendo este o governo da época. A história de Fundação é a história da queda desse Império e o surgimento de outro. Foi baseado no excelente livro de Edward Gibbon chamado Declínio e Queda do Império Romano. Terminei agora o primeiro livro e achei a obra fantástica. Além de muito atual a história é muito filosófica, passeando pela ciência, religião, dinheiro, política e comportamento. Fiz uma análise sobre a religião do livro e a religião que conhecemos hoje, com as igrejas tanto católica como protestante se aproximando numa tentativa furtiva de substituirem os circos. 

No livro, uma trama muito bem feita surpreende de maneira simples de como as decisões são tomadas pelas pessoas em momentos de crise, e como o pensamento culto favorece alguns poucos que o possuem para essas tomadas de decisões. Tudo começa com um cientista chamado Hari Seldon que desenvolve a chamada Psico-história, que seria algo como uma junção da psicologia, sociologia e matemática, possibilitando aplicar determinadas fórmulas entendidas por poucos para traçar um futuro mais provável. Tudo se baseava em estatística e probabilidade aplicada à sociedade, e Hari Seldon traça um plano para que com a inevitável queda do Império Galático, uma era de barbárie, seja encurtada com o acúmulo de conhecimento humano em uma espécie de enciclopédia, dando assim início a Fundação Enciclopédica, com sede em um planeta distante e isolado chamado Terminus. Esse acúmulo de informação evitaria assim que o conhecimento humano fosse perdido nas guerras que viriam a seguir, algo como uma Idade Média que conhecemos. Só o acúmulo de informação levaria o homem a sair desse buraco negro de bestialidade e daria a possibilidade de reerguer a sociedade a patamares aceitáveis de subsistência.

A obra Fundação foi relançada no Brasil, compilada pela editora Aleph num excelente trabalho de encadernação e tradução, já com as alterações feitas por Asimov em 1980, que alterou a obra para dar uma continuidade temporal nos três livros. A obra pode ser comprada aqui. Recomendo a leitura.