
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Rehab

terça-feira, 17 de novembro de 2009
O Fim... de Ano

Mas sabe mesmo o que é pior? É o Ano Novo. Putz, aí pode colocar problemas. Já começa nos horários. Se você vai com alguém pode ter certeza que o camarada escolhe “o melhor horário”, que normalmente é quando você ou estaria trabalhando ou estaria dormindo. E o pior é que pega “só” seis horas de trânsito pra praia (que normalmente leva uma) e acha bom. E aquele cara do Chevetão na estrada? Opa, tem sempre um. Aquele camarada que tá até com a carteira de vacinação do cachorro vencida e resolve pegar aquele Chevetão 89, marrom (ou cor indefinida), colocar quinze dentro e (veja bem) na faixa da esquerda quebrar na descida da serra. Será que existe maldito mais maldito?
terça-feira, 27 de outubro de 2009
2012

Quando os espanhóis no século 16 conquistaram o reino Maia, os Maias não usavam um calendário. As pessoas contavam o tempo com nada menos que quatro calendários ao mesmo tempo. O mais velho desses calendários fazia a conta de 260 dias, chamados de “Tzolkin”, consistindo em 20 dias com nomes próprios, repetindo treze vezes. Os Maias também conheciam o “Haab”, um calendário com 365 dias, espalhados em 18 meses de 20 dias cada, com um bônus no final de cada 5 dias “acidentais” pra fechar a conta. O terceiro calendário foi o de “conta rápida”, que contava dias, meses, anos e o “Katun”, que eram períodos de quase vinte anos. E finalmente o calendário de “conta longa”. Eles contavam esse “Katun”: 20 Katuns formavam um “Baktun”, e repetia o Baktun a cada 13 vezes.
Com um calendário desses, pra piorar, as datas eram expressadas no estilo “10 .4.0.0.0 -12 Ahau – 3 Uo”, ou “O décimo Baktun mais o quatro Katun depois da criação pela conta longa, próximo aos últimos dias de Ahau de acordo com o calendário Tzolkin, e o terceiro dia do mês de acordo com o calendário Uo Haab”. Coisa fácil. Imagino que ninguém perguntava as horas na rua, porque isso implicaria em perder, digamos, uns dois dias, o que não faria mais sentido a pergunta inicial.
Tá certo, mas onde está a relação dessa confusão de datação Maia e o calendário Cristão? Muito cientistas estudam isso até hoje, baseado em algumas tentativas de tradução dos espanhóis da época, mas ainda existem muitas discussões a respeito da precisão dessa conversão de Maia para GMT. Bem, depois de alguns estudos e comum acordo com a comunidade de malucos, três cientistas (Goodman, Martinez e Thompson) chegaram ao dia 21 de Dezembro de 2012 como o fim do calendário Maia. Sim, o mesmo 2012 do fim dos tempos predito por muitos e o mais novo blockbuster de Hollywood. Esses cientistas acreditam que completaria um ciclo inteiro desde a criação do calendário, em 3114 antes de cristo, chegando até a data de 13.0.0.0.0 do calendário Maia.
Depois de algum tempo disso postulado e consumado, surge um camarada chamado Andreas Fuls da Universidade Técnica de Berlin que refutou esses cálculos há três no seu trabalho de doutorado. Fuls acredita que o fim do calendário em 2012 estaria errado, e fazendo as contas baseado em dados astronômicos, como a posição de Vênus, relacionado com o que os Maias acreditavam, chegou ele à data de 21, 22 ou 23 de dezembro de 2220. O ponto central que Fuls discute é que os Maias não acreditavam que o fim do mundo iria ocorrer nessa data, mas sim o fim de sua folhinha pregada atrás da porta, cuja datação poderia voltar facilmente a ser 1.0.0.0.1.
Essa história ainda vai longe, pois outro cara chamado David Kelly, arqueologista, e um astrofísico chamado Eugene Milone disseram que os Maias talvez tivessem uma contagem ainda mais longa, chamada “Pictuns”, que seriam períodos de 20 “Baktuns”, ou 20 x 144.000 dias, que dariam 7890 anos. Pelo jeito Hollywood ainda vai poder filmar mais alguns filmes desse gênero se o precedentes não derem certo. Logo me vem à mente algumas perguntas: Porque alguém se importa com isso? Porque eu estou escrevendo sobre isso? Porque você ainda está lendo isso? Bem, melhor que ver a novela...
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
A fé da Física

Com o Grande Colisor de Partículas de Hádrons (LHC - Large Hadron Collider ) do CERN a disputa está grande para saber quem prediz melhor o fim do mundo. De buracos negros até anti-matéria, praticamente todos os experimentos ditam o fim da humanidade como conhecemos. Ontem li uma notícia que achei muito interessante. Dois físicos estão com uma teoria muito boa. Holger Bech Nielsen do Instituto Niels Bohr em Copenhagen e Masao Ninomiya do Instituto de Físca Teórica Yukawa em Tóquio colocaram suas idéias em dois documentos chamados “Teste de Efeitos do Futuro no Grade Colisor de Hádrons: uma Proposta”( Test of Effect From Future in Large Hadron Collider: a Proposal) e “Procurando por Influência do Futuro do LHC”( Search for Future Influence From LHC). Nesse documento sério, os doutores acreditam que o motivo do LHC não estar funcionando ainda, após mais de um ano de tentativas frustradas, não é devido só à má sorte. Segundo eles, um possível motivo seria uma influência do nosso futuro que estaria impedindo de alguma forma o funcionamento do LHC, evitando assim o fim da humanidade.
Seria como um neto voltando no tempo para salvar seu avô de ser atropelado por um ônibus. Nesse caso, alguém estaria influenciando o funcionamento do LHC impedindo que a humanidade fosse atropelada por esse ônibus. Os doutores propuseram uma série de testes para tentar provar algo mais que má sorte. Seria algo do tipo embaralhar um baralho onde uma carta de espadas estaria numa pilha entre cem milhões de cartas de copas, e se essa carta de espadas fosse sorteada, o LHC não iria rodar mesmo, ou não iria rodar com energia suficiente para resultados significativos, como por exemplo encontrar o Bóson de Higgs.
Essa teoria foi discutida em muitos blogs, alguns obviamente ridicularizam, mas depois do experimento do gato de Schrodinger, que estaria vivo e morto ao mesmo tempo, onde os físicos provaram que o elétron pode estar realmente em dois lugares ao mesmo tempo, não duvido de mais nada. A física está tomando caminhos complexos até para os próprios físicos entenderem. Viagens no tempo, Universos Paralelos, Multiversos, Teoria do Tudo, e mais um monte de teorias difíceis de engolir não são mais novidade nesse meio, e quem quiser entender a profundidade destas tem que ter uma mente muito aberta.
Será que Marty McFly e o Dr. Emmett Brown finalmente conseguiram inventar sua máquina? Bem, segundo a física moderna, em algum universo paralelo eles conseguiram. Acredite se quiser...
domingo, 18 de outubro de 2009
Um pouco mais brasileiro

Pena que poucos entendem o significado de ser brasileiro. Acreditam que é levar vantagem em tudo, em ter o jeitinho, desculpa para fazer o errado. Comprando produto pirata, furando fila, mascarando o imposto de renda. Sem educação e desinformado, o povo caminha para sua própria ruína, votando em dirigentes incompetentes e exploradores. Só lembram do país em copa do mundo, mas jogam lixo nas ruas no dia-a-dia. Povo ignorante, não sabe que não está levando vantagem, mas ficando para trás no desenvolvimento, e não percebem. Exportando matéria-prima eternamente à produzir material enriquecido com tecnologia, valorado, propiciando o desenvolvimento interno, agregando tecnologia. Inclusão digital é uma grande farça. Só aumenta a burrice, que agora é online, podendo-se ver erros ridículos de português em tudo quanto é local, coisa que se tivessem cursado a segunda série do primário não cometeriam. E ainda dão desculpa que é internetês, e aí vale tudo. Mais um jeitinho brasileiro. O câncer dessa terra.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Evangélico$

sexta-feira, 21 de agosto de 2009
O Visto

Primeiro passo: O agendamento. Entre no site www.visto-eua.com.br e faça seu cadastro. Você vai ter que pagar R$ 38,00 e poder cadastrar até cinco membros de sua família, ou seja, esposa e filhos. Não dá pra cadastrar a namorada/noiva/ficante, etc. Tenha em mãos seu passaporte, todos os documentos, seu currículo, carteirinha de vacinação do cachorro, peruca da sua tia avó, fotografia da sua professora do primeiro ano, etc. É muita coisa pra ler e preencher no site, portanto tenha tempo e paciência. Você vai preencher um monte de informações irrelevantes, do tipo: “Você pretende matar o presidente dos Estados Unidos com uma bomba? Sim / Não” “E com uma facada? Sim / Não”. “Ataque nuclear, talvez? Sim / Não”. Não consegui acreditar nas perguntas que li, mas beleza. Ignore, responda tudo Não e após concluído o parto, imprima os formulários 156 e 157. Se você vai para estudar nos Estados Unidos, terá que preencher o formulário 158 também, caso contrário não precisa. Basta uma via de cada. O formulário 156 já é impresso com as informações que você colocou, já o 157 você tem que preencher na mão e prepare-se para lembrar todos os cursos que você fez após o colegial. Eles gostam de ver se você estudou. Curiosidade é uma merda mesmo. Aí você agenda uma data, que deve ser de um mês pra frente, dependendo de quando você está agendando. Bem, tocando o barco pra frente:
Segundo passo: O Citi. Vá até uma agência do Citibank com a taxa EM DINHEIRO. No atual momento essa taxa é de US$ 131.00 por pessoa, que na conta do Citi dá R$ 262,00 (pois é, amigo. Convertem para R$ 2,00 mesmo que o dólar esteja menor, inclusive o dólar pararelo custar menos que isso. Rola um spread aí). Munido dos R$ 262,00 em dinheiro, entre na agência do Citi e PEGUE A MALDITA SENHA DO CAIXA, pois de nada adianta ficar igual a um dois de paus plantado na fila do caixa sem a merda da senha. Inclusive os guardas e funcionários ficam rindo dos trouxas que não pegam a senha e vêem depois de meia hora esperando que todo mundo passa na frente porque, obviamente, pegaram a senha. Bem, não vou dizer que eu era um desses trouxas, mas você já deve ter adivinhado. Pague a taxa e guarde a sete chaves o comprovante, que é uma tripinha de papel com um serrilhado para destacar as duas vias, uma vermelha e uma azul. Você vai usar isso dentro do consulado.
Terceiro passo: Separação. Separe toda a sua vida e tire cópias. Lembra daquele papelzinho de correio elegante que a menininha lindinha da terceira série B te mandou, dizendo que você era uma gracinha? Pois é, separe isso, tire uma xerox e coloque numa pasta bonita com a etiqueta “Levar ao Consulado”. Tire cópia de tudo. Documento do carro, da casa, da mobilete, identidade, cpf, rg, título de eleitor, conta da padaria, etc. Tudo que for relevante para que sua permanência no Brasil esteja ancorada. Inclusive tire cópia do contrato social de sua empresa se você for empresário ou PJ, e para todas as pessoas é importante a cópia da movimentação bancária. Se você não tiver uma renda comprovada ou então estar viajando com uma pessoa que está te pagando, você pode ter problemas. Não se esqueça da foto 5x5 ou 5x7 com data (não importa se a menina da Fotótica dizer que não precisa de data para o visto, porque precisa sim! Tire a foto com data).
Quarto passo: O grande dia. Chegou o dia de ir lá no consulado. Em São Paulo fica na rua atrás do Shopping Morumbi. Marquei para as oito horas da manhã. Cheguei sete e meia. Deixei o carro na P... madre que o pariu e tinha uma fila maior que a do INPS. Fora o frio de 10ºC e eu macho sem muita blusa. A garoa na orelha, povo aglomerado, uma delícia. Assim como no poupa tempo, tem uma galera vendendo os serviços de foto, de formulários, etc. Putz, tinha uma mulher vendendo guarda-chuva que ficava gritando "UMBRELLA!". Até pra colar a foto no formulário é cobrado R$ 2,00 (preço da cola de bastão com um super ágio). Não se preocupe com a foto, pois lá dentro eles grampeam no formulário. Depois de conseguir entrar no consulado, quer dizer, na fila de dentro, você é conduzido como um gado para o abate. Funcionários berrando várias instruções, povo desinformado que esqueceu tudo, pessoal de agência de viagens passando na sua frente, etc. Vá com paciência, amigo. A coisa é chata mesmo. Uma primeira triagem é feita e a menina vai te falar para preencher o restante dos dados que você ficou com medo de colocar ou não sabia o que por. Vai grapear sua foto e também aquela taxa do Citi e beleza.
Quinto passo: Lá dentro. Entrando no consulado, depois da triagem básica, você segue a faixa amarela (a única que tem) e vai se deparar com outra surpresa. Praticamente o mundo todo está tirando visto naquele dia. Muita gente mesmo. Pegue a senha com a menina do balcão e deixe com ela uma das partes da taxa paga (a parte vermelha). Fique de olho na TV de LCD que irá avisar quando sua senha estiver perto de ser chamada. Você passa por três partes: Deixa seu passaporte e documentos para serem analisados. Depois deixa suas digitais num outro guichê, novamente esperando sua vez no painel e retira o passaporte. E a última que é a entrevista.
Sexto passo: A entrevista. Fiquei observando a galera fazendo entrevista. É no balcão, de pé, no meio de todo mundo. Podem te perguntar quanto você ganha, motivo da viagem, etc. Para mim só perguntaram o motivo da viagem, e por que destino Nova York? Não me pediram nenhum documento. Fiquei até tarde da noite tirando cópia da coisa toda e voltei com tudo do jeito que levei. Bem, melhor assim. Visto aprovado.
Sétimo passo: Correio. Na saída do consulado terá um guichê para você pagar a taxa do correio, pois seu passaporte vai ficar com eles e depois será enviado por correio. A taxa custa R$ 19,00 e terá que ser paga em dinheiro. Ah, se você está casado mas sua esposa está com o passaporte usando o nome de solteira, você vai ter que morrer com duas taxas e dois envios.
Parece que agora estão liberando geral. O visto está fácil. Não vi nenhuma recusa, nem choro, nem confusão. Tudo tranquilo. Como a economia americana está se recuperando, é vantajoso para eles terem mais turistas, que deixam seus dólares no comércio insano do maior exemplo de capitalismo do mundo. Ufa, é isso.